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Aprendiz Brenda trabalhando em frente ao computador
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02/02/2017

Os primeiros passos no mercado de trabalho

Se profissionais graduados têm encontrado dificuldade de se inserir no mercado de trabalho, o desafio é ainda maior para os que não têm experiência. Por isso, o programa Jovem Aprendiz, voltado para estudantes de 14 a 24 anos e que objetiva conciliar estudo e trabalho, é um caminho citado por especialistas como ideal para aspirantes ao primeiro emprego.

O programa foi criado a partir da Lei da Aprendizagem (Lei 10.097/00). Ela determina que todas as empresas de médio e grande portes têm de contratar um número de aprendizes equivalente a um mínimo de 5% e um máximo de 15% do seu quadro de pessoal, cujas funções demandem formação profissional. A jornada não pode exceder seis horas diárias e o contrato é de até dois anos.

O programa mescla teoria e prática. O jovem aprendiz tem que fazer um curso de capacitação — em uma ONG, escola técnica ou sistema S — para aprimorar habilidades na área que atuará na empresa. Ao mesmo tempo, tem a chance de vivenciar o dia-a-dia da companhia e exercitar o que aprendeu. É fundamental que ele esteja matriculado na escola ou na universidade.

Brenda Costa Cardoso tem 18 anos e está no 3º período na faculdade de psicologia. Ela é jovem aprendiz da área administrativa desde o início do ano passado no Centro Integração Empresa-Escola (CIEE). Na época, Brenda não procurava uma vaga específica e conseguiu o trabalho em menos de dois meses:

— Queria uma primeira oportunidade de trabalho para me tornar mais responsável, organizada e saber lidar melhor com as pessoas. E aprendi tudo isso.

O jovem aprendiz tem carteira de trabalho assinada, com direito a 13º salário e férias. Costuma ter vale-transporte e vale-refeição. Para estimular os empregadores a contratarem aprendizes, a legislação prevê algumas vantagens para as empresas. A contribuição para o FGTS, por exemplo, é de apenas 2% e não 8%. E, em caso de dispensa, não há multa rescisória.

 Patrick da Cruz, de 16 anos, cursa o 7º ano do ensino fundamental. Ele procura uma vaga de jovem aprendiz há dois meses e quer um emprego para ajudar a pagar as despesas de casa e, também, para ter vivência em um ambiente de trabalho:

— Quando eu tiver mais velho, quero ser chef de cozinha, mas agora não tenho preferência de área de atuação para jovem aprendiz. Acho importante eu começar a trabalhar logo e até me matriculei no turno da noite no colégio para conseguir conciliar tudo.

Fonte: O Globo - http://oglobo.globo.com/economia/os-primeiros-passos-no-mercado-de-trabalho-20847191

 


 

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